segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Coringa do ataque


Parece “coisa de doido” quando Travis Beckum pára pra pensar sobre a idéia. Aqui está ele, uma promissora arma ofensiva para os GIANTS, que o GM Jerry Reese disse que pode se tornar um “pesadelo” para os oponentes. Os treinadores já estão desenhando jogadas específicas para ele. Contudo, há apenas três anos, Beckum jamais havia jogado no ataque.

De fato, depois da temporada de 2005, quando se aproximou pela primeira vez do técnico Bret Bielema, de Wisconsin, o qual havia acabado de ser promovido de coordenador defensivo para head coach, e foi quem sugeriu que Travis trocasse de posição, de linebacker/defensive end para tight end, o jogador não estava muito certo do sucesso. “Primeiro, eu achei que ele estava me zoando”, disse Beckum. “Então, eu disse: ‘Coach, não, estou falando sério’. No ano seguinte, eu fiz a transição e cá estou agora”.

Escolhido na terceira rodada do draft (100º no geral) pelos GIANTS, ele se tornou uma opção para o ataque, fazendo com que os treinadores da equipe tivessem que quebrar a cuca para aproveitá-lo de forma criativa. Depois de uma olhada no playbook dos GIANTS no rookie camp da semana passada, Beckum pode ver como será usado em quase todas as posições ofensivas, com exceção de quarterback. E com o crescimento da popularidade da formação Wildcat, nunca se sabe. Ele poderia até receber um ou outro snap, como QB.

Eu acho que eles querem me aproveitar na linha ofensiva, dentro do slot, como alguém que se movimenta bastante. Penso que fui draftado porque o pessoal vê habilidades em mim para avançar no campo, e isso é o que pretendo fazer”.

Essas habilidades foram claramente demonstradas para todos no draft room dos GIANTS, de acordo com o técnico dos TE´s, Mike Pope: “Ele é grande, consegue correr bem rápido, é veloz, tem boas mãos”, disse Pope sobre Beckum. “Agora, temos que imaginar como utilizá-lo”.

No rookie camp, eles posicionaram Beckum como tight end, na maioria das vezes, “apenas para ter uma base de onde começar”, de acordo com Pope. Na realidade, porém, Travis raramente será utilizado como um verdadeiro TE, próximo ao tackle, porque ele é muito pequeno para ser aproveitado como um bloqueador efetivo contra os defensive ends da NFL. A idéia, segundo Pope, é inserir o jogador nos espaços aonde os GIANTS podem achar jogadas que ele poderia explorar.

Eu sabia que eu tinha ótimas mãos e que, com um pouco de trabalho, poderia aprender a percorrer rotas”, declarou Beckum. “Definitivamente, foi duro. Com certeza eu tive que fazer algumas mudanças no que eu fazia e em como enxergava essas coisas. Penso que vi isso como um desafio. Adoro encarar desafios e ver como consigo me sair. Isso foi o que eu fiz. Isso apenas me mostrou que, às vezes, você simplesmente tem que deixar suas opções abertas. Se uma coisa não funciona, tente outra. Obviamente, eu fiz isso. E funcionou muito bem”.

Nenhum comentário: